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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

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"Com ele, ele toca e sente e ouve
e se comunica e tem e experimenta a dor"


Lembrei-me de ti, quando beijara teu rosto de homem, devagar, devagar beijara, e quando chegara o momento de beijar teus olhos, lembrei-me de que então eu havia sentido o sal na minha boca, e que o sal de lágrimas nos teus olhos era o meu amor por ti.

Ao meu beijo tua vida mais profundamente insípida me era dada, e beijar teu rosto era insosso e ocupado trabalho paciente de amor, era Homem tecendo um homem, assim como me havias tecido, neutro artesanato de vida.

Eu sou manso mas minha função de viver é feroz.

Me veio a lembrança de um amor verdadeiro que eu tivera uma vez e que não sabia que tivera. Pois amor era então o que eu entendesse de uma palavra.

O futuro, ai de mim, me é mais próximo que o instante já.

Sou mais aquilo que em mim não é.

E no seio de um indiferente amor, de um Deus que, se eu amava, não compreendia o que ele queria de mim. Sei, ele queria que eu fosse o seu igual, e que a ele me igualasse por um amor de que eu não era capaz.


2 comentários:

Mr.DimahWay disse...

É preciso saber viver o amor.
É preciso estar disposto à se submeter ao sentimento de uma forma íntegra que satisfaça e se saia satisfeito.É uma excelente troca.
É isso!

Anônimo disse...

Thanks :)
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