Tudo. Tudo que elabora informação, conhecimento, saber-fazer, que é veículo para a emoção. Tudo que é para o ócio, para o lazer, para o entretenimento. Tudo que é melhorar a vida do mundo, diminuir suas dores, curar suas feridas, apaziguar seus conflitos. É tempo de comunicação e de informática, de saber mover-se nos "pântanos da informação", na Internet, nas ruas, em todo lugar, pesquisando, compilando, hierarquizando, organizando, gerando; materiais-multimídia, multissensórios, pós-cognitivos. Peças de comunicação não lineares, multidimensionais. É tempo de turismo, de brincar e de aplaudir, de dar vazão sistemática ao gênio criativo e à sensibilidade, de ver e de sentir o humano que há além da superfície das coisas e em todas as coisas É tempo de biologia, de genética e de medicina, de responder humanamente à dor, ao ciclo vital, salvando vidas perdidas, melhorando as vidas cotidianas, integrando o homem ao mundo. É tempo de agricultura, de ecologia e de meteorologia, de entender os ciclos naturais e se aproveitar deles, jogando mais sutilmente o jogo da natureza, acabando com a coprofagia e com a inanição. É tempo de leis, do império da justiça, onde todos os indivíduos estarão garantidos em seus direitos humanos e sociais e também onde todos estarão garantidos contra os direitos dos indivíduos. É tempo de ressignificar a própria justiça, de fazê-la compatível com os valores mais elevados da espécie humana. E, também, é tempo de torná-la mais ágil, equipada e distante dos nichos de poder corrupto. É preciso que as coisas sejam orientadas por novos paradigmas de existência, algo que dê sentido humano ao fazer trabalho, fazer ensino, fazer amigos, fazer amor. Enfim, o mundo continuará precisando de tudo que sempre precisou, mas muito mais, e mais profundamente entrelaçado com o concreto, comprometido com a humanidade das coisas. O mundo continuará sempre à procura daqueles capazes de redescreverem o próprio mundo, emprestando cores e sabores novos ao presente, passado e futuro.
Quanto a você, note que já mudou. Um alguém normal dos dias atuais, já conhece mais do universo do que Galileu, tanta matemática quanto Newton, quase toda a psicologia de Freud... Alguém normal já conhece o clone chamado de Dolly ou, quem sabe, um embrião que, agora amigo seu, foi concebido num tubo. Alguém normal já fala ou entende fragmentos de pelo menos três idiomas; as novelas falam espanhol; a MTV fala inglês... Já opera máquinas programáveis que vão de rádio-relógios aos descendentes superiores de Hall 9000. Alguém normal já esteve, ouviu, uma centena de países, um milhão de lugares, talvez até alguns planetas e estrelas... Ora, esse alguém é um ser muito distinto daquele que habitava esta terra cem anos atrás, há mil ou há dez mil. Tem um pouco mais de habilidade do que a necessária para a construção de ferramentas, ainda que seja com condutores e fios. Você evoluiu. Só que, agora, aquele quantum de conhecimento que demorava uma geração para ser codificado, bem... agora ele acontece todos os dias, todos os instantes, até quando você apenas escova os dentes ou espera o elevador. Não fique nervoso, é o seu sistema nervoso que é assim, mais ágil, mais “ligadão”. Alimente suas sinapses, não tenha medo de pensar, de agir. Não tenha medo de você, do que é (in)capaz. Às vezes pode dar vertigem, mas você acaba se acostumando. Seu cérebro não vai estourar sua caixa craniana. Take it Easy. Be happy. Não dê tanta importância à incerteza do mundo e você
amanhã. A propósito, quantos quilos você tem?
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